Labirinto

05:42 Valéria Abelhinha 0 Comments





Lembranças machucam, as boas principalmente, como dói lembrar, uma colisão de sentimentos...
Sinto-me como um barco a deriva, um elevador em queda livre, um labirinto onde a saída é cada vez mais distante, não sei o que fazer, não sei como viver.

De repente a vida tornou-se  uma angustia constante, a espera dos abraços atrasados sinto dor, ciume, saudade, raiva, mas, sei que doerá muito mais quando não restar nada, esquecer também dói, apagar da memória tudo que um dia te fez sorrir, tudo que parecia tão certo...dói.

Ouço o rugido da tristeza e o desespero da perda, eu te perdi sem ao menos ter tido o prazer de te chamar de meu, mas você foi meu, fosses o meu maior desejo, a paixão mais forte, a mais doída também, a insensatez mais pura, o erro mais certo, e eu sei que apesar de tudo sempre estarei aqui, receptiva, exalando saudade e desejo.

Lembro seu toque, seu cheiro, tudo se torna eletricidade em mim, estou de volta aquele labirinto, onde te procuro e não encontro, onde fujo de mim mesma e acabo sempre no mesmo lugar.
Quando encontrarei o caminho de volta pra mim mesma?
Era bom estar perdida, perdida em você eu encontrava o melhor de mim!



Valéria Medeiros





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